CANTINHO DOS DOSSIÊS
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM INCLUSÃO
O relato que vou fazer aconteceu no ano de 2005 com um aluno de 5 anos. Eu trabalhava numa EMEF de Novo Hamburgo pelo CIEE e assumi duas turmas de NV (5 anos).
A família estava passando por problemas financeiros e o pai e a mãe estavam quase se separando, quando esse aluno nasceu. Eles já tinham uma filha que, na época, tinha 4 anos. Então, quando ele nasceu, ao invés da família acolhê-lo com amor e carinho, eles o ignoraram. Ou seja, ele ficava com a babá e os pais não interagiam com ele e deixavam-no fazer tudo o que queria para não “se estressar”.
Quando tinha dois anos os pais começaram a perceber que ele não falava nada. Não sabia interagir com as outras crianças e, com o passar do tempo, isso foi se agravando.
Ao ingressar na escola, então com 5 anos, ele já fazia acompanhamento com uma fonoaudióloga amiga da família, que sabia de toda a história dele, bem como, dos “problemas” que a família tinha enfrentado até ali. Esse foi um ponto muito importante na minha intervenção como professora.
Na primeira semana de aula, quando pedia para que os alunos guardassem os brinquedos, notei que esse determinado aluno nunca queria guardar. Na semana seguinte, conversei com a turma explicando da importância de sabermos organizar os brinquedos depois de brincar (da sala e os de casa) então, os alunos falaram que só esse colega ainda não tinha NUNCA ajudado a guardar e que eles não achavam justo. Concordei com eles e conversei com esse aluno que, a partir daquele dia, eu iria “ficar de olho” para ver se ele ajudava a guardar. Ele falava pouco e o pouco que falava quase não dava para entender. Então, balbuciou algo e fez uma cara de quem dizia: “Se eu não quiser, não guardo”. Como falei no início do relato, ele era uma criança que os pais deixavam fazer o que queria (não tinha limites). Naquele mesmo dia que tive a conversa com eles, fiquei prestando atenção naquele aluno, na hora de guardar os brinquedos. Ele só caminhava de um lado para o outro e não guardava nada. Então, comecei a pedir que ele ajudasse a guardar, pois era o único que não estava guardando (e fiquei “em cima” dele). Nossa !!! Ele “virou bicho”: começou a se atirar no chão, a chorar e gritar. Então, sentei numa cadeirinha, o peguei no colo e o segurei, pois ele quase tinha batido a cabeça na quina da mesa. Quanto mais eu segurava, mais ele esperneava. Comecei a falar (bem calma) que iria esperar ele se acalmar para podermos conversar. Passaram-se uns cinco minutos, a coordenadora da escola veio ver o que estava acontecendo, pois a minha sala era ao lado da secretaria. Expliquei a ela o que aconteceu e ela me deu “carta branca” para continuar agindo daquela maneira. Depois de quinze minutos (os outros alunos, naquela altura, já estavam apavorados e diziam para ele parar e guardar os brinquedos que daí a professora o largaria) ele se acalmou, parou de chorar, fomos lavar o rosto dele, conversei com ele novamente sobre a importância dele guardar os brinquedos que estava brincando e o avisei que, se ele “desse piti” de novo eu o seguraria outra vez. Ele disse que sim e, soluçando, foi guardar os brinquedos com o qual estava brincando ( na casa dele quem sempre guardava seus brinquedos era a irmã).
Na outra semana, conversei com os pais dele e eles relataram toda a história deles com muito remorso e, chorando, disseram que estavam muito gratos por eu ter a determinação de ajudar o filho deles e que eles já haviam notado melhoras em casa. Combinamos uma data e eu fui até o consultório da fono falar com ela e ela veio uma vez observar a minha aula.
O meu aluno ainda deu uns dois “pitis” daquele e eu reagi da mesma maneira. Depois que ele viu que eu não cedia, começou a “ficar meu amigo” (começamos a criar um vínculo) e, então, as mudanças foram acontecendo. Seu desenvolvimento, tanto na fala quanto na socialização, acabou acontecendo e, até hoje, quando os pais dele me encontram agradecem e dizem o quanto foi importante a minha intervenção para o desenvolvimento de seu filho.
“Quem somos nós, quem é cada um de nós,
Senão uma combinatória de experiências,
De informações, de leituras, de imaginações?
Cada vida é uma enciclopédia,
Uma amostragem de estilos, onde tudo
Pode ser continuamente remexido
E reordenado de todas as maneiras possíveis”.
(CALVINO,1993)
POLÍTICAS PÚBLICAS
"Queremos ter certeza e não dúvidas-
resultados e não experiências-,
sem nem mesmo percebermos
que as certezas só podem surgir através das dúvidas
e os resultados somente através das experiências"
(CARL JUNG)
Estou fazendo minha pesquisa com uma escola de Dois Irmãos para que possamos ter uma visão de lcomo é feito lá.
Legislação
A Constituição brasileira de 1988 enfatiza os direitos das pessoas com deficiência. Em seu art. 1º, estabelece que sejam considerados princípios fundamentais da República a dignidade da pessoa humana, a cidadania, bem como o valor social do trabalho e da livre iniciativa. O art. 3º obriga o Estado brasileiro a adotar medidas para:
“construir uma sociedade livre, justa e solidária; (...); erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor idade e quaisquer outras formas de discriminação”.
Tais dispositivos, por si, já serviriam para ser invocados na defesa das pessoas com deficiência. Entretanto, a Carta magna não se limitou apenas a fazer previsões genéricas, indo mais além, ao estipular expressamente as garantias que o estado brasileiro deve proporcionar às pessoas com deficiência.
Assim, a Constituição Federal apresenta artigos especificamente relacionados a este segmento social. Estes dispositivos encontram-se inseridos nos capítulos que tratam sobre direitos sociais, competência comum e concorrente dos entes federados, Administração Pública, seguridade social, educação, família e nas disposições transitórias, trazendo um leque de garantias e direitos até então inexistentes.
Os dispositivos constitucionais específicos estão nos arts. 7º, 23, 24, 37, 203, 208, 227 e 244.
A Constituição Federal gerou também a obrigatoriedade de que Estados, Distrito Federal e Municípios incluíssem em suas legislações-Constituições Estaduais e respectivas Leis Orgânicas e em leis complementares e ordinárias - normas consentâneas ás pessoas com deficiência.
Deste conjunto de leis destacam-se as seguintes:
LEI Nº 7.853, DE 24 de OUTUBRO DE 1989.
DECRETO N º 3.298, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1999.
LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990.
LEI Nº 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993.
LEI Nº 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994.
LEI Nº 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.
DECRETO Nº 5.296, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004.
LEI Nº 10.228, DE 6 DE JULHO DE 1994.
DECRETO Nº 44.300, DE 20 DE FEVEREIRO DE 2006.
LEI Nº 11.664, DE 28 DE AGOSTO DE 2000.
Porém, a lei mais importante é a LEI Nº 7.853, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989. Dispõe sobre o apoio ás pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – Corde institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes e dá outras providências.
A Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: trata-se de documento internacional, homologado pela ONU em 13 de dezembro de 2006, sendo o Brasil um de seus signatários. Por intermédio dela, o Brasil passa oficialmente a adotar a expressão “pessoas com deficiência” .
Este dizer está no edital do concurso de Dois Irmãos:
"Às pessoas portadoras de necessidades especiais, é assegurado o direito de inscrição no presente
Concurso Público para os cargos cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são
portadores, num percentual de 5% (cinco por cento) das vagas para cada cargo, de acordo com o artigo 37,
inciso VIII da Constituição Federal e Lei Municipal n° 2035/2003."
Bem!
Até que enfim eu consegui os dados da escola de Dois Irmãos. Vamos lá...
A escola que eu pesquisei tem 549 alunos, 42 professores e 25 casos de inclusão, Desses, 20 são relacionados a aprendizagem, 2 estão relacionados a uma defici~encia física leve que não é fator decisivo para a aprendizagem dos alunos. Tem uma caso de baixa visão e dois casos de baixa audição, mas com os devidos cuidados por parte dos professores não prejudicam os alunos. A escola está situada no bairro mais populoso de dois Irmãos. trata-se da maior escola dessa rede. Ela possui projetos no contraturno e atividades interdisciplinares acontecem juntamente ás aulas. Como: biblioteca, educação Física , xadrez, hora do conto, etc.... Essas atividades estão diretamente ligadas ás necessidades da comunidade escolar, bem como as oficinas ( teatro, música, educação ambiental e informática), as quais , incluídas como componente curricular onde a cada trimestre os alunos optam pela oficina desejada.
Dentro da escola, primeiramente, para atender os alunos de inclusão, busca-se alternativas com os professores. Na escola também tem o laboratório de Aprendizagem que dá um olhar diferenciado a essas crianças, buscando atividades e meios de auxiliar para a efetivação da aprendizagem. Não conseguindo resultado e verificando a necessidade de aprofindamento da investigação, o aluno é encaminhado ao NAE (Núcleo de Atendimento ao Educando), local com psicólogo, psicopedagoga, fonoaudi[ologa e professores que dão suporte ás escolas.
No momento não temos alunos cegos e surdos na escola, portanto não dispomos de nenhum recurso quanto a essa deficiência. No entanto, estamos questionando a SEMEC quanto ao fato de não termos rampas para o caso de recebimento de aluno cadeirante. Sabemos que seria interessante que em todas as escolas existissem pessoas especializadas para a necessidade de atuação com alunos de inclusão. Se recebermos alunos com tais necessidades, com certeza, iremos buscar ajuda pois sabemos qua há recurso federal disponível para isso e que a LDB garante o atendimento escolar de aluno de inclusão e que a escola tem o dever de buscar tais recursos.
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SERVIÇOS DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Como eu moro em Novo Hamburgo, além de estar pesquisando dados da cidade de Dois Irmãos, contatei por email com a Coordenadoria de Políticas para as Pessoas Portadoras de Deficiência de Novo Hamburgo. segue abaixo o retorno do email:
2009/4/24 Cood. Portadores de Deficiência <portadoresdedeficiencia@novohamburgo.rs.gov.br>:
> Prezada Isabel!
>
> Desculpe a demora, mas sou sozinho na coordenadoria e esta semana foi
> bastante corrida, além do feriado de teça-feira.
> Quanto à tua primeira pergunnta, cabe dizer que o município ainda não
> oferece serviços especializados exclusivamente voltados aos deficientes. O
> que o município já faz é atender deficientes nas unidades básicas de saúde e
> na rede regular de ensino. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento
> Social já cadastra para passe-livre e recebimento de bpc (benefício de
> prestação continuada), providencia no transporte para atendimento em
> instituções, fornece cadeiras de rodas, fraldas, andadores e outros
> equipamentos. O Município também oferece subsídios a entidades como apae,
> adefi, leme e afad21, que atendem ao segmento.
> Quanto ao número de pessoas atendidas, a Secretaria de Desenvolvimento
> Social possui cadastrados cerca de 4.000 deficientes, que já receberam ou
> ainda recebem algum tipo de atendimento. Atualmente, 284 crianças e jovens
> hamburguenses recebem o Benefício de Prestação Continuada, pago pelo governo
> federal. A Secretaria de Educação, por sua vez, conta com cerca de 700
> alunos com algum tipo de deficiência, em diferentes graus. Já a Secretaria
> de Saúde não dispõe de cadastro específico voltado aos deficientes.
> São atribuições da Coordeadoria: formular políticas públicas para pessoas
> portadoras de deficiência, principalmente nas áreas de saúde, educação,
> geração de trabalho e renda, de acessibilidade, cultura, de assistência
> social e transporte; assessorar as secretarias e órgãos de governo na
> execução destas políticas; realizar campanhas relativas aos direitos das
> pessoas com deficiência; realizar ações formativas junto aos servidores que
> atuam no governo e junto à comunidade em geral, promovendo a interação com
> as pessoas portadoras de deficiência; articular políticas e ações junto aos
> conselhos municipais e entidades afins; articular projetos junto aos
> governos estadual e federal. Neste primeiro momento estamos nos voltando
> para interagir com as secretarias, no sentido de sugerir ações a curto prazo
> que promovam a inclusão nas diversas áreas de atuação do poder público.
> Quanto à possibilidade de ir até Sapiranga fazer uma palestra, não vejo
> problema, desde que agendado com alguma antecedência e que vocês me
> transportem, pois atualmente não me garanto muito dirigindo na estrada, e
> não gostaria de utilizar um veículo da prefeitura.
> Espero ter te ajudado. Fico à tua disposição.
> Abraço,
> Darwin
OBS.: Essa Coordenadoria é coordenada por Darwin Frederico Kremer que também é deficiente (físico) e tem como lema:‘trabalhar juntamente com as entidades, sociedade e com as Secretarias, visando a inclusão do portador de deficiência em todos os setores da sociedade”.
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ESTUDO DE CASO
Trabalho com Educação Infantil na turma do Maternal 3
(3 e 4 anos). Tenho um aluno que ás vezes "surta", geralmente quando ele é contrariado.
Ele fica bem agressivo: dá socos, morde, chuta (tenta,, mas eu sempre o seguro para não me bater) , fala palavrões e aponta aquele dedo. Esta semana ele teve uma crise, estávamos na pracinha. Então a psicopedagoga estava na escola e foi falar com ele. Ele reagiu da mesma forma: com agressividade. Chamamos os pais para conversarem. Eles têm uma filha de 15 anos com autismo, também é agressiva (não vai mais na APAE pois nemhum motorista quer leva-lá devido a sua agressividade). Também tem um filho de 13 anos que está dando problemas na escola e este filho (segundo os pais) tem ciumes do meu aluno. Então: a mana bate nele e ele não pode revidar pois ela é "doente"- como diz os pais, o mano bate nele por sentir ciumes, os pais também batem por o aluno ser sem ouvido, agressivo com eles, etc...Eu, enquanto professora, andei pequisando, pois pensei que ele poderia estar tendo uma crise psicótica, mas acredito que ele se encaixa mais na crise maníaca .
O que vocês acham?
Também tenho uma aluna com deficiência auditiva. Ela não é surda, mas escuta muito pouco (ainda não tem nenhum diagnóstico pois ela ainda irá fazer dois exames em POA .
COMEÇAREI MEU ESTUDO DE CASO COM ESSE ALUNO QUE "SURTA":
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:
Nome: Sinuca
Idade: 4 anos
Situação familiar: ele tem mais dois irmãos: uma de 15 anos que é autista e um de treze anos que está dando problermas na escola.
Profissão dos pais: a mãe não trabalha para cudar da irmã com autismo e o pai está desempregado no momento.
Condições socioeconômicas da família: No momento, sem renda ( só "bicos").
Numa convesra com os pais, eles relataram que a irmã com autismo bate no meu aluno e eles dizem que ele não pode bater nela, pois ela é "doente". também relataram que o irmão tem ciúmes dele e bate nela, porém ele adora o irmão. A mãe está no último do stress, pois diz que o motorista da combi que leva a irmã para a APAE não quer mais levá-la porque ela bate nele e diz que já" largou o irmão de mão" porque já está consada de ser chamada na escola e passar vergonha na frente das professoras. Ela diz que nem assina mais os bilhetes e que não se importa se ele for expulso da escola.
Pedimos para que a mãe não "desista "dele.
Resposta ao comentátio da Maria del Carmem:
Olá!
Sem dúvida nenhuma o caso é, sim, comportamental. Porém está interfirindo na aprendizagem (bloqueando).
Beijos.
Isabel Machado
CONTINUAÇÃO DO ESTUDO DE CASO:
Avaliação inicial, diagnósticos, encaminhamentos, atendimentos complementares e especializados, processo investigativo:
Meu aluno já vinha dando "surtos" na escola a mais tempo, mais precisamente, desde o ano passado. Porém, este ano, foi mais gritante. Parecia surto psicótico. Ainda não tenho diagnóstico pois chamamos os pais para conversar e, na nossa primeira conversa, só sugerimos que eles procurassem ajuda profissional, mas ficou "nisso memso". Esta semana a mãe dele tinha hora marcada com a psicopedagoga da escola e preencheu a ficha para encaminhamanto à Assistência Social. Quinta-feira foi entregue a ficha para a assistente social que nos disse que iria colocar com urgência esse caso para que a família fosse o quanto antes "assistida". Quando a mãe veio preencher a ficha da ssistência, nos relatou que acha que o "Sinuca" tem que ter um problema na cabeça, pois em certos momentos ele reage como a irmã que tem "problemas". Então, pedimos que a mãe o levasse ao pediatra e pedisse encaminhamento para o neurologista para começar a investigação. A psicopedagoga continuará dando o suporte para essa famía até que se tenha alguma resposta do neuro.
Comportamentos observáveis na escola:
Geralmente o "Sinuca" se relaciona bem comigo e com os funcionários da escola. Ele só "surta"quando quer fazer uma coisa en é contrariado. Com os colegas, vive "botando lenha na fogueira" para fazerem o que ele sabe que não é legal. Quando aparece alguém diferente na sala ou na escola, ele fica rodeando para ter atenção daquela pessoa.
Em relação a aprendizagem, parece que está sempre "no mundo da lua", não prestando muita atenção no que está sendo ensinado.
Quanto aos movimentos para a inclusão da escola, a avaliação já vem sendo descritiva, a acessibilidade que é precária: tem uma rampa só que ela é muito enclinada ( o que dificulta a subida de um cadeirante, nos banheiros as portas são estreitas e têm degrau, as sala são minúsculas, não existe adaptação curricular (é claro que nó, professores, acabamos fazendo,mas não consta no PPP), os serviços de apois na escola são a coordenadora e a psicopedagoga.
Quanto aos movimentos para a inclusão do aluno ainda não foi feito na escola ( tipo: materiais especiais, ajuda de outra pessoa na sala, etc...
O envolvimento da família depende de família para família. A família do meu aluno precisou ser chamada na escola para, então, pensar em se envolver, procurar outra ajuda de especialista, etc. Por exemplo: a mãe do meu aluno acha que ele deve ter algum problema neurológico, mas nunca pediu que o pediatra avaliasse e encaminhasse para o neuropediatra. Só depois de ter conversado conosco que ela mencionau em levá-lo para pedir um encaminhamento (nem a revisão no pediatra ela não faz periodicamente).
AVALIAÇÃO
"O estudo de caso em uma investigação longitudinal possibilitou
registrar e interpretar aspectos da esfera do simbólico: o gesto – como
possibilidade de dar sentido às práticas discursivas; a narrativa; a
dramatização; o desenho; a participação em jogos e o uso significativo
dos objetos culturais – olhar para as práticas discursivas que relacionam
cultura, cognição e linguagem."
a) Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?
Esta parte do texto que citei acima exprime bem o que eu pude observar no meu estudo de caso. Acredito que a ideia central e tudo o que pode nos ajudar a "descobrir " o nosso aluno com necessidade especial é observar a questão do simbólico.
b) Quais as contradições em relação ao que foi observado?
Uma contradição bem marcante foi que, às vezes, no meu estudo de caso o aluno observado me deixava confusa. Ou seja, às vezes ele agia de uma forma e outras vezes parecia que estava fingindo ( vamos dizer).
c) Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?
Com parecer descritivo.
d) Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?
Acredito que sim, se for bem feita.
Gostei muito de fazer esse estudo de caso. Pena que está terminando a interdisciplina e eu não tenho tempo de fazer um estudo de caso com um aluno da outra escola que eu trabalho(comecei a um mês). Lá sim eu tenho seis inclusões na sala e a sua grande maioria por problemas psicológicos.
Beijos
Isabel Machado
Comments (8)
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 3:12 pm on Apr 13, 2009
Olá, isabel, muito boa tua intervenção, ótimo que ele foi melhorando e se socializando com os demais colegas. Ele só tinha problemas na fala ou tambem no desenolvimento cognitivo?, teve um diagnóstico?, qual?
Abraços
Maria del Carmen
machadoisab@... said
at 3:43 pm on Apr 16, 2009
Olá Maria del Carmen!
Ele também tinha problemas no desenvolvimento cognitivo, devido ao "tempo de esquecimento". Ainda mantenho contato com a família, pois eles moram perto da minha casa. Encontrei a mãe e ela contou que, agora ele está se interessando pelas letras (tem alguma dificuldade mas está superando com muita ajuda).
Beijos Isabel
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 9:52 pm on Apr 20, 2009
Isabel, a atividade 2 do dossiê pede que busquem informações sobre suas escolas e redes de ensino onde trabalham, indicando se identificam a presença de alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais nessas instituições. Elaborem um texto no qual vocês apresentarão os dados de uma escola específica, indicando total de alunos e docentes, etapas de escolarização, alunos da educação especial presentes (quais? quantos? com que tipo de atendimento?). Elabore um comentário que integre a realidade descrita e os pontos centrais que identifica nos textos lidos. Não é necessário colocar todas as leis.
Abraços
Maria del Carmen
machadoisab@... said
at 7:07 pm on Apr 21, 2009
Olá Maria del Carmen!
Eu só coloquei as leis, pois achei interessante.
Ainda estou pesquisando sobre a cidade de Dois Irmão e assim que tiver todos os dados, postarei.
Beijos
Isabel
liliana said
at 9:34 pm on Apr 23, 2009
Isabel
o relato que trazes muito detalhado é interessante, mas não estou certa se poderia ser considerado um caso de inclusao ou apenas uma situação de limites. LI e reli e me parece ser mais uma questão comportamental isolada e não uma necessidade educacional especial .Te sugiro que leias novamente as definições que apresentamos, especialmente o texto do prof. Claudio e tentes identificar dentro do teu universo (escola, amigos, conhecidos) uma situação que envolva necessidades educacionais especiais. Se queres podes ler alguns dossies dos colegas para perceber a diferença que te falo. Muitas vezes ver o trabalho de colegas nos dá uma nova visão
abraços
lili
machadoisab@... said
at 1:51 pm on Apr 28, 2009
Olá professora Liliana!
Também é um casa de inclusão, pois o aluno tinha acompanhamento com psicopedagoga e fono ( além de frequentar a sala de recursos). Acredito que é um caso de inclusão no ãmbito de aprendizagem. Não estou certa?
Beijos
Isabel
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 10:00 pm on May 30, 2009
Olá, Isabel, no teu relato não colocastes se tem algum problema de aprendizagem, se for este o caso, deves relatar,porque assim como esta o relato , parece,como colocou a professora Liliana, uma questão comportamental, quem sabe devido a doença do irmão, e os problemas enfrentados pelos pais.
Abraços
Maria del Carmen
liliana said
at 10:18 pm on Jun 24, 2009
Oi Isabel
precisas ampliar melhor o que está implícito na frase "Em relação a aprendizagem, parece que está sempre "no mundo da lua", não prestando muita atenção no que está sendo ensinado."
apresenta problema de atençaõ, como ? em que situacoes? que tipo de atividades sao propostas? tem algum exemplo de trablaho desenvolvido?
abraços
liliana
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